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E foi assim ,

que terminou.
O meu adeus não o convenceu, eu menti, disse que não o amava, e nem o queria mais ao meu lado.
Ele chorou.
Não sei se era a culpa que carregava nas costas ou o amor que tinha no coração.
Me beijou e obrigou-me a amar-lhe pela última vez, decidimos assim.
Implorou-me, gritou que me amava, chorou enquanto seu corpo possuía o meu.
Os soluços não deixavam as palavras saírem corretamente, engasgávamos com os beijos, malditos beijos que me acorrentavam.
Eu iria embora dali, chorar sozinha, estava decidida.
Seu sofrimento assemelhava-se ao meu, as lágrimas misturavam-se, deixando tudo aquilo ainda mais confuso, ainda mais difícil.
- Eu não posso e nem devo fazer isso, sai da minha vida, por favor .
- Não.
Sussurrava em meu ouvido um eu te amo que eu jamais ouvira antes, não daquela forma, nunca havia o visto daquele jeito, tão frágil, entregando-se para mim com tamanha intensidade, tamanho amor.
Despimos nossas almas aquela madrugada, adormeci em seus braços, outra vez. Se realmente foi a última noite eu não sei , porque infelizmente -ou felizmente- uma parte de mim ainda o quer, e eu não sei o quão forte é esse lado.

a outra.


Seus olhos se abrem , a luz do dia entra no quarto escuro por uma brecha na janela.
Ainda estava tremula .
Seu estômago indicava que já era muito tarde para o café da manhã.
Ela vira-se e não o encontra mais a cama ; nenhum sinal , nada indicava que ele permanecia por ali.
Levanta-se vai ate o banheiro, depois para a sala e por último na cozinha. Ele não estava mais lá. Ele já havia partido, assim como das outras vezes.
Voltou para sua casa, sua esposa e seus filhos. Voltou para sua vidinha medíocre, sem aventura, sem amor.
As lágrimas que insistem em ir de encontro ao chão, trazem consigo a certeza de que nada mudará.
Ela foi e sempre será a amante, outra qualquer.
A aventura fora do casamento, apenas isso e nada mais!

Ele não me amou, Part II

A casa na árvore era o cantinho de ambos, ele adorava tocar e cantar para ela, ali haviam vividos bons momentos, sorrisos, prazeres e muito amor.
Foi inevitável não sorrir com as recordações, avistou a casa a luz acesa indicava que ele estava lá.
Corre, coração na boca, pernas tremulas , sobe as escadas, queria beijá-lo, amá-lo outra vez.
Abre a porta, sorriso desfeito ...
O viu beijando e amando outra, uma morena linda, o inverso dela, que era branca feito papel.
Um choro abafado, um susto. OS três entreolham-se por um momento.
A dor sufoca esgana.
A garota veste-se, pede desculpas e sai também chorosa, coitada, era apenas mais uma vitima de um idiota sem coração.
Ele não disse nada, pegou o violão e canta sua música, a preferida, a que segundo ele, era feita para ela, só para ela.
“[...] a musa das minhas canções veio me iluminar, e cada verso que é pra ela, a musa das minhas canções me ouvindo tocar, meu amor, meu amor, estou aqui [...]”
Um sorriso abre sarcástico no rosto molhado pelas lágrimas, vira-se e sai, ia embora, pra longe.
Desce as escadas sem olhar para trás, e caminha em direção a sua casa, que não ficava muito longe dali.
Morava com os pais, mas era como se morasse sozinha, já que os dois não faziam questão alguma de participar de sua vida.
A noite se foi, os primeiros raios de sol iluminavam o seu quarto.
Mala pronta ia embora. Quebrou o cofrinho, não tinha muito. Saiu de fininho, não escreveu, nem se despediu.
Comprou a passagem de metro para o destino mais longe, ia para São Paulo e de lá para um desses países bonitos que passavam na TV.
Só voltaria para casa quando a dor que dilacerava seu peito amenizasse ou até desaparecesse, não tinha previsão para isso.
Viveria sem medo, sem rumo.
Só por viver, só para esquecer !

17:28 Postado por Anônimo 4 comentários
Olhe em meus olhos ,
é , a maquiagem está borrada ;
sim, eu estava chorando por você .
talvez seja medo , talvez seja só amor .

Ele não me amou , Part I

Lá fora chovia, estava muito frio para uma tarde de outono, ela estava só em seu quarto repleto de lembranças. Livros espalhados pela cama, folhas amassadas por todos os cantos. Era impossível estudar, cada texto levava lhe ao mesmo lugar, o lugar mais pulsante, o seu coração, o que tinha de tão ruim dentro dele ? Um idiota que insistia em permanecer vivo ali.
 Literatura, história, geografia e porque não matemática ? tudo tinha um pouco dele, os textos dos romancistas do século passado, a história da sua cidade, a distancia que os separava, as formulas e a probabilidade de esquece-lo.
Haviam colocado um ponto final naquele romance antigo, romance infantil, ô droga, mas porque esse vazio então ? Inaceitável (ou não )...
ela, apenas uma adolescente , 16 anos e um rosto angelical, não deveria sofrer por um garoto imaturo, que só pensa em curtir a irresponsabilidade e a liberdade juvenil.
Não se sabe porque, ela não quer liberdade, nem outros beijos, a unica coisa que deseja é o seu amor, o garoto do seu primeiro beijo, da sua primeira vez, o seu único namorado.
Não dava mais, joga tudo no chão procura seu casaco e sai.
Decidiu procura-lo, era amor demais para acabar assim...
Caminhou na chuva, as gotas escorriam junto com as lágrimas. Era uma estrada incerta a ser percorrida, sabia onde encontra-lo, mas não tinha certeza se o teria de volta !


Continua.

Sensações.


As brigas ainda insistiam em interferir naquele relacionamento.
Sem abraços, sem beijos, sem toques.
Em uma noite fria sem muitas estrelas, apenas olhares de desprezo e repulsa.
A cada briga, a cada desentendimento o clima ia perdendo aquela magia; as discussões eram intensas e as ofensas só aumentavam.
Como das outras vezes ela acabara chorando , talvez pela falta de palavras, ou talvez pelo que vinha escutando ultimamente.
Suas lágrimas tocavam o chão e ele não se importava mais em tentar acalmá-la. Não a abraçou pedindo lhe para não chorar, como de costume.
E sentindo que o final daquele desentendimento não seria um dos melhores , vira-se e corre em direção a seu quarto , deixando-o sozinho e nervoso na sala de estar. Esconde-se atrás da porta e chora, chora como nunca chorara antes; e em meio a todas aquelas lágrimas e soluços de desespero, ela senti o perfume que tanto a acalmava.
Ele vinha a seu encontro, também com os olhos marejados, agacha-se a sua frente, pega em seu cabelo e a beija.
Sem reação alguma e em silêncio, corresponde o mesmo ; já que era isso que mais desejara naquele instante .
A mágica dos seus beijos, era muito maior que a força das suas palavras.
O silencio acalma lhe o peito, e entrega-se a ele , mesmo depois de tudo que ouvira aquela noite ; a tentação toma lhe o corpo , e em meio a tanta dor, a tantas diferenças o amor cala-se e deixa que o prazer fale um pouco mais alto.
Para quem sabe assim, as diferenças tornem-se apenas um detalhe em meio a tantas sensações.



Txt do antigo blog - E no fim da noite.

A lágrima .


E a lágrima escorria mais uma vez naquele rosto branco como a neve, seu olhos estavam vermelhos, inchados, ela não conseguia manter sua respiração e soluçava involuntariamente. Tudo vinha a sua cabeça ao mesmo tempo: vozes, músicas, imagens ... tudo que ela não queria lembrar invadia sua mente e isso a desesperava. O que fazer ? como agir ? era como pular de um penhasco sem pára-quedas, era como cortar os próprios pulsos.

Nada era certo, mas também nada era errado. Uma total contradição, uma contradição sem fim .

Tudo parecia perdido, tudo estava perdido ; não havia sentido algum se maltratar daquela forma, não havia sentido manter tudo como estava.

Não dava mais pra ela, e não dava mesmo.

Levanta-se ainda trêmula e pega o telefone ; ela precisava falar com ele, ele tinha que escutar seu pranto, quem sabe assim alguma coisa mudava ? quem sabe assim ele não mudava ?

tremendo e ainda soluçando, já que tinha chorado por horas ; pega o celular e fica por alguns segundos olhando-o, não tinha muita coragem de dizer o que sentia, mas guardar isso tudo que a torturava era muito pior. Então ela liga, e ele atende. O dialogo foi o mais FRIO e RÁPIDO que já tiveram.

- que foi ?

- só queria te perguntar uma coisa, seja sincero.

- fala.

- você me ama de verdade ?

- amo.

- ah, era só isso mesmo.

- valeu.

Então desligam.

Isso a deixou muito pior do que já estava, porque ele foi tão frio ? Tão insensível ? será que nada do que ela andava fazendo para ele valia a pena ?

As dúvidas não passavam, e a incerteza de que não era a única só fez aumentar. Sua dor não passava, o nô na sua garganta não se desatava. ou ela era sensível demais ou a realidade não era muito doce .

Isso ninguem podia explicar, nem ao menos se arriscar a entender ; era mais complexo do que se imaginava. Nem ela sabia exatamente o que se passava dentro do seu coração.

Já era madrugada, a lua se despedia do céu. seu corpo já não suportava mais e ela acabara a pegar no sono.

O seu maior desejo ? NÃO ACORDAR NUNCA MAIS !