"Eu preciso muito muito de você. Eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando, você nem precisa trazer maçãs, nem perguntar se estou melhor você, não precisa trazer nada só você mesmo, você nem precisa dizer alguma coisa no telefone, basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha, ou do outro lado da porta, ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você."
"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário... Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo." (Caio F. Abreu)
"É uma decepção diferente: não penso obsessivamente, não tenho vontade nenhuma de ligar nem de escrever cartas, não tenho ódio nem vontade de chorar. Em compensação também não tenho vontade de mais nada."(Caio F. Abreu)
Um dia você aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar. Portanto, plante seu jardim e decorre sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
Começou a sonhar no dia 19 de abril de 1994, em uma cidadezinha do interior Baiano. Pequena, branca e um pouco tímida. Escrever sempre foi o seu ponto forte, para mostrar não só para mundo mas também para si mesma que tudo poderia ser sim diferente e que isso dependia, dela, só dela.
Eu escrevo, isso me basta. Escrevo só por sentir, pra entender, pra decifrar. Eu escrevo por segredo, por amor. Só por um pouco mais de desejo e fervor. Escrevo por mim, por você. Pra nós. Escrevo por paixão, confição. Pretendo gastar meu tempo com as palavras, Que afagam e estragam , Sentimentos existentes ou inexistentes, depende de quem sente, e de como sente. Eu escrevo , por quê ? Não sei, pretendo continuar a escrever até descobrir.